RSS2.0

Nesse espaço busco analisar a relação que se estabelece entre as organizações e a blogosfera. É realmente interessante agregar esse meio de comunicação à estratégia comunicacional das empresas? Como elas podem utilizar melhor os blogs para falar aos seus públicos-alvos? Além disso, pretendo postar aqui notícias, entrevistas e cases que possam servir de base para os interessados no assunto. E sugestões serão sempre bem-vindas.
Mostrando postagens com marcador Case-Entrevista. Mostrar todas as postagens
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Novo (velho) uso dos blogs corporativos

domingo, 7 de junho de 2009


Há muito tempo as empresas descobriram as vantagens de se criar um blog. Entre as principais vantagens estão a possibilidade de estabelecer conversação com seus stakeholders sem intermediários. Mas muitas outras podem ser enumeradas, como as que listei algum tempo atrás.

Mas o que me espantou na última semana foi o novo uso que a Petrobras passou a dar aos blogs. Na verdade o que ela fez foi usar os blogs como muitos usuários os utilizam, ou seja, como plataforma para se manifestar sobre um tema de seu interesse. No caso do blog ‘Fatos e Dados’ a companhia pretende se posicionar sobre as discussões que surgirem naComissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada no Senado, que se destina a investigar contratos e patrocínios (coitado do Flamengo!) da estatal do petróleo.

De acordo com uma nota da empresa, o público vai encontrar informações, números, conteúdos complementares, além de indicação de sites relacionados aos temas. A empresa abre também a possibilidade para comentários e enquetes. A ideia é identificar novos assuntos a serem tratados e conhecer opiniões.

Na nota, a empresa destaca que “a abertura deste canal de comunicação ressalta a atuação socialmente responsável da Petrobras em respeito aos seus públicos e à sociedade, além de reiterar o compromisso da companhia com a transparência”.

Vamos acompanhar para ver se esse espaço será somente um espaço de informação ou um balcão de revide à CPI. É esperar pra ver.

Entrevista sobre blogs corporativos com Carolina Terra

terça-feira, 3 de março de 2009

Conversei uns dias atrás com a Carolina Terra, RP especializada em blogs empresariais, autora do livro 'Blogs Corporativos - modismo ou tendência?.
Queria colher um depoimento dela para a matéria sobre blogs corporativos que fiz para a revista PQN. Aproveitando. A publicação está na fase final de edição de deve estar na rua logo, logo. Assim que tiver notícias, aviso aqui.

Abaixo os melhores momentos do papo com a Carol.


1) Qual seria, na sua percepção, o momento decisivo para que os blogs fossem assimilados como peça importante na estratégia comunicacional das empresas?
A partir do momento em que a internet deixou de ser apenas um veículo de entretenimento adolescente e passou a ser ferramenta importante no mundo corporativo. Podemos dizer que em meados de 2000 isso aconteceu aqui no Brasil com mais força. Porém, os blogs ganharam corpo por volta de 2004, 2005.

2) Como, nos seus estudos, percebe a movimentação desta nova ferramenta nas empresas?
Percebo que muita gente vem aderindo. Uns por modismo, para pegar carona na tecnologia e outros porque realmente tem algo de relevante para falar com os seus públicos. Esses últimos, sim, fazem a diferença.
Porém, insisto: não é toda empresa que pode ou deve ter um blog corporativo. A cultura participativa, de resposta, de participação, de coletividade deve estar imbricada nos valores da empresa.

3) O que é mais observado quando uma organização pensa em construir um blog? Elas observam a coisa certa? Se não, o que deveria ser observado?
As organizações devem observar se têm algo relevante para ser dito, se existe uma audiência interessada em ouvi-la, se é necessário lançar mão de um blog ou de outra ferramenta, se os diálogos sobre ela na rede comportam um blog, se tem um executivo ou um profissional que saiba/queira blogar, se a organização dispõe de tempo para responder a todas as interações e, mais importante, se está disposta a ouvir tudo o que as pessoas têm a dizer dela.

4) Quanto custa a criação de um blog para as empresas?
Depende muito. Depende do sistema contratado, do profissional contratado, da tecnologia disponível, do layout... pode sair de graça, por um wordpress ou blogspot e um profissional interno, como pode custar uma pequena fortuna se uma empresa subcontratar uma agência para isso.

5) Qual é, a seu ver, a eficiência esperada e qual a alcançada?
A eficiência que deve ser esperada de um blog é a interação, o engajamento dos usuários, a imagem e percepções positivas, aumento dos contatos postivos, do boca-a-boca positivo, e até aumento de vendas, se o blog ajudar nos esforços comerciais. O que se alcança depende do quanto a empresa se engaja, se envolve com as suas audiências e as estimula.

6) Quanto movimenta em termos de valores este mercado?
Não saberia te precisar isso.

7) O consumidor recebe bem um blog corporativo?
Se for um blog relevante e de interesse dele, SIM, por que não? A chave é ser relevante, agregar algo para o seu consumidor. Simplesmente lançar um blog porque está na moda ou porque pega bem não são desculpas.

8) Quais empresas brasileiras estão investindo pesado nesse tipo de estratégia? Por que acha que esse nicho foi o pioneiro? Por outro lado,que ramo(s) da economia ainda sequer iniciaram o 'desbravamento' desse campo?
Aqui no Brasil, o blog da Tecnisa, do MercadoLivre, do presidente do HSBC para seus funcionários, do atacadista de Ribeirão Preto DoceShop foram os pioneiros na adoção da ferramenta. A indústria da tecnologia no geral adere primeiro e começa a fazer uso pelo caráter mais próximo que as ferramentas da web têm. Ramos que ainda não desbravaram? Varejo tradicional ainda engatinha na área da web 2.0. São mais tradicionais e resistentes e preferem apostar em mídia tradicional. Talvez esse cenário se modifique nos próximos cinco anos.

9) O blog corporativo está substituindo o e-mail marketing?
Não. As ferramentas se complementam, encontram o seu nicho de atuação e de audiência e dificilmente há canibalização, a meu ver.

Entrevista com Ricardo Noblat

domingo, 25 de janeiro de 2009


Boa noite!


Na sexta-feira entrevistei o blogueiro/colunista Ricardo Noblat para a matéria sobre blogs que estou redigindo para a revista PQN (a previsão é que a reportagem saia na edição de março da revista. Mas aviso a todos antes, claro!)


Bom, ele não fala muito sobre blogs corporativos, mas acho que suas reflexões, principalmente a respeito da importância dos comentários, serve perfeitamente para o mundo corporativo.


Vamos ao que interessa.




Você vê alguma vantagem dos blogs em relação aos outros meios de comunicação? Se sim, quais?
Eles são mais velozes do que qualquer outro meio de comunicação.
Os sites são os que mais se aproximam, mas mesmo assim ficam anos-luz de distância. Esses possuem vários obstáculos à sua velocidade. A começar pelos editores, que bloqueiam e editam as informações, diminuindo sua velocidade.
A interatividade da matéria é ainda maior nesse meio (blogosfera), na medida em que os comentários permitem que a bidirecionalidade da comunicação realmente se processe. Essa é a única ferramenta que realmente permite a interatividade e ‘conversação’ entre receptor e emissor da mensagem.
O comentário permite ainda um enriquecimento da visão de mundo do blogueiro – pelo menos dos que realmente levam em consideração os comentários dos leitores. Já que infelizmente poucos são os produtores que realmente se enriquecem com essa troca de informações.

Os blogs de jornalistas são uma forma válida do público se informar?
O público se informa cada vez mais através dos blogs. Pesquisas tanto nos EUA, Europa e mesmo no Brasil mostram o aumento da leitura de blogs jornalísticos. O público dá cada vez mais valor a essas informações.
A independência dos blogs em relação à mídia tradicional é outra vantagem que vejo nessa ferramenta.
Opinião é outra coisa que os leitores cobram muito dos blogueiros, seja para confrontar ou confirmar sua visão de mundo.

A independência do blog/blogueiro depende do blogueiro e do modo como o blog surgiu. Quando surgem dentro do veículo, nada mais natural que levem em consideração a linha editorial do veículo.
Quando o blog nasce de forma independente do veículo, como foi no meu caso, e se associa a um portal, a independência depende de uma discussão entre blogueiro e veículo.
No caso do meu blog especificamente, toda a linha editorial é minha e toda a responsabilidade legal pelo que posto também é minha.

Podemos dizer que eles aumentam o poder de formadores de opinião dos blogueiros-jornalistas?
Com certeza. Quando você escreve somente para algumas pessoas ou amigos, sua responsabilidade é uma. Quando você possui milhares de leitores, você deve repensar o que escreve, mas nem por isso pode deixar de escrever o que pensa, porque senão esses mesmos milhares de leitores lhe virarão as costas na velocidade de um click.

O surgimento de dezenas de milhares de blogs pode atrapalhar a repercussão de blogs já consolidados, como o seu?
Vejo com muita naturalidade esse movimento de nascimento de blogs, tanto jornalísticos ou não.
Acho que isso deve mesmo acontecer. Trata-se da melhor, e mais democrática, plataforma. Qualquer um pode criar seu blog. E, se ele for bom, se tornar um sucesso e uma excelente forma de ganhar a vida.
A própria realidade se encarrega de selecionar os que permanecerão. Pesquisas demonstram que a maioria morre ou deixa de ser atualizada em menos de um mês, gerando quase que uma seleção natural na blogosfera.

Entrevista sobre o blog do Linea

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Como expliquei no post anterior (entrevista com Fábio Cipriani) entrevistei algumas figuras de destaque da blogosfera empresarial para uma matéria que escrevi para a revista PQN sobre a importância dos blogs corporativos para uma melhor relação das empresas com seus stankholders.
Hoje posto o papo que bati com a responsável pelo blog do Linea (
http://www.blogdolinea.com.br/), a publicitária Ana Brant. Ele conta um pouco sobre a recepção do público com esse novo canal de comunicação da montadora. Entre os pontos relevantes, ressalto a excelente recepção que esse novo canal de comunicação obteve do público. Um exemplo a seguir, sem a menor sombra de dúvida!


Confira a seguir a íntegra da entrevista.


1) O que levou a Fiat adotar essa estratégia de comunicação?
Como o Linea foi o nosso maior lançamento em 2008, quisemos que os consumidores participassem de todo o processo de lançamento de um carro, para conhecer os detalhes e acompanhar o lançamento pelos bastidores, pela visão do time Fiat através de depoimentos e conversas com quem desenhou, realizou e construiu este novo produto. A proposta foi mostrar para os clientes, através de textos, fotos e vídeos, como são os bastidores da concepção de um novo projeto de automóvel. Do dia 18/08 até o dia 18/09, que foi o lançamento do Linea, foi postada 01 notícia por dia, que revelava um pouco sobre o carro.

2) O que esperavam obter de retorno quando da sua criação? Conseguiram esse objetivo?
Esperávamos criar expectativa e buzz sobre este lançamento e conseguimos. O primeiro post, no dia 18/08, foi o depoimento do , C.Belini – Presidente da Fiat Automóveis, e o vídeo dele neste dia foi o 3º mais visto no Brasil no Youtube. Os números de acessos e de comentários que recebemos no Blog foram muito bons e mesmo não postando mais as notícias diárias, continuamos com uma audiência muito boa.

3) A empresa pretende criar blogs de todos os carros que lançar?
Tivemos a primeira experiência com o Linea e foi muito positiva. É uma ferramenta que vamos pensar para os próximos lançamentos.

4) Quanto custou a criação desse blog?
Não podemos falar de investimentos, mas garanto que é uma iniciativa com um custo irrisório perto do retorno.

5) Qual é, a seu ver, a eficiência esperada e qual a alcançada?
Pelos números que temos, sabemos a eficiência e o resultado que alcançamos. Foram postadas 43 notícias, tivemos 1.323 comentários, 76.401 visualizações dos vídeos e 88.103 visitas ao blog do Linea.

6) A Fiat mantém algum blog corporativo direcionado especificamente ao seu público interno?
Existe um canal direto na Intranet, o “Fale com o Presidente”, que pode ser usado por qualquer funcionário ou estagiário.

7) Na sua percepção, o consumidor da empresa recebeu bem o blog do Linea?
Pelos comentários que recebemos e pelos números de acessos, o blog do Linea foi muito bem recebido e teve uma ótima repercussão. Acredito que para os consumidores, ter esta experiência de participar e acompanhar o lançamento de um carro foi muito bacana, fez com que eles também fizessem parte deste lançamento.

Matéria sobre blogs corporativos

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Estou redigindo uma matéria para a revista PQN sobre a importância dos blogs corporativos para uma melhor relação das empresas com seus stankholders.
Para melhor compreensão desse universo, entrevistei os executivos de algumas empresas que adotam tais ferramentas e também estudiosos do assunto, entre eles Fábio Cipriani, autor do livro 'Blog Corporativo' e master of Science in Wireless Systems pelo Politecnico de Turim, na Itália. O seu blog, sobre o tema, é um dos listados ao lado. Vale a pena acessa-lo!
Segue abaixo a íntegra da conversa que tivemos. Muito esclarecedor seu ponto-de-vista sobre a relevância e importância de se criar um blog corporativo. Mas, como ele mesmo afirma, sua criação deve vir acompanhada de muito estudo e planejamento, para que ele não se torne um problema para a empresa.

ENTREVISTA COM FÁBIO CIPRIANI

1) Qual seria, na sua percepção, o momento decisivo para que os blogs fossem assimilados como peça importante na estratégia comunicacional das empresas?
Primeiramente é obrigatório que as empresas entendam que o consumidor está usando a internet e as novas formas de se conectar com amigos e outras comunidades para trocar informações sobre diversas coisas, entre elas a experiência de consumo de um produto ou serviço. O ponto de mudança está no exato momento que as empresas percebem que o consumidor não é mais o mesmo e que está, mais do que nunca, disposto a dialogar com alguém de dentro de uma organização, seja para resolver suas dúvidas ou simplesmente dar um feedback.

2) Como, nos seus estudos, percebe a movimentação desta nova ferramenta nas empresas?
Desde o lançamento do meu livro em 2006 as empresas passaram a conhecer melhor a ferramenta, mas ainda existe muita falta de informação entre empresários e executivos. Essa falta de informação faz com que o estabelecimento de novos e modernos canais de comunicação fiquem para um segundo momento. Hoje temos cerca de 280 blogs de empresas entre pequenas, médias e grandes. A adoção vem crescendo rápido e tem muito espaço aberto para novas e criativas formas de se engajar com o consumidor.

3) O que é mais observado quando uma organização pensa em construir um blog? Elas observam a coisa certa? Se não, o que deveria ser observado?
A maior questão eu acredito ser o tema e quem vai escrever os posts. Isso é importante porque é o ponto central que vai determinar o sucesso ou insucesso da iniciativa.

4) Quanto custa a criação de um blog para as empresas?
Existem dois custos: o de implementação da ferramenta e o de manutenção. A ferramenta em si você pode encontrar de graça na rede, seja em websites de hospedagem ou seja no fornecimento da plataforma. O grande custo, porém, vem da dedicação dos blogueiros em escrever, responder comentários e monitorar os impactos do blog e do nome da marca no mercado. Esse custo pode variar de acordo com a realidade da empresa. Particularmente eu gasto cerca de 10 horas semanais para escrever posts e monitorar o que tem sido falado sobre blogs corporativos no mercado. Assim, qualquer empresa poderá calcular o custo baseado no custo por hora de um funcionário experiente.

5) Qual é, a seu ver, a eficiência esperada e qual a alcançada?
As empresas normalmente esperam aumento nas vendas, puro e simples. Eu diria que esse aumento pode ocorrer por conseqüência de um melhor relacionamento com o cliente ou pelo fato de ela estar mais exposta ao mercado com o blog corporativo. Mas existem outros benefícios que contribuem para um melhor posicionamento da marca como a descoberta de novos mercados a serem explorados e o posicionamento de executivos como líderes da indústria que atuam.

6) Quanto movimenta em termos de valores este mercado?
É difícil descrever porque todos os dias temos novas empresas se aventurando no mundo dos blogs corporativos. Existem diversas agências de comunicação capitalizando em cima do blog corporativo por meio de ofertas de criação e manutenção da ferramenta em nome da empresa contratante.

7) O consumidor recebe bem um blog corporativo?
Eu sou consumidor e recebo o blog de uma empresa como uma tentativa de se aproximar comigo. Mas só tenho a sensação de estar sendo escutado quando meus comentários são respondidos e o blog é escrito por alguém de verdade, com nome e foto. Aí sim podemos dizer que estamos humanizando a empresa.
A mídia fala bastante em blogs corporativos, mas o consumidor em geral só vai se sentir à vontade se aquele blog condizer com o que ele espera da empresa, se ele é muito fã da marca ou se estiver procurando soluções ou novas idéias e encontrá-las num blog corporativo. Entre outras palavras, um blog só funciona se o consumidor ver alguma vantagem ao acompanhá-lo.

8) Quais empresas brasileiras estão investindo pesado nesse tipo de estratégia? Por que acha que esse nicho foi o pioneiro? Por outro lado,que ramo(s) da economia ainda sequer iniciaram o 'desbravamento' desse campo?
Empresas de internet, software e serviços de TI, são as que mais possuem blogs corporativos. Agências de comunicação, marketing e publicidade também. Isso porque o blog é intimamente ligado aos produtos eferecidos por essas empresas.
Fora dele já temos empresas blogueiras do ramo de imóveis, varejo, indústria automobilística, entre outras. A última grande entrada, e que na minha opinião era a que estava faltando, foram as operadoras de telecomunicações que costumam ser as grandes vilãs do consumidor liderando nas reclamações pelos PROCONs do Brasil.

9) O blog corporativo está substituindo o e-mail marketing?
O e-mail marketing vem sempre acompanhado de um grande fantasma chamado spam. As empresas exageram no momento de usar o e-mail marketing em campanhas, elas não se contentam com a base de clientes que concordou explicitamente em receber novidades via e-mail. Com o consentimento do cliente não vejo porque um vai substituir o outro. Mesmo um blog corporativo pode oferecer assinatura dos seus posts via e-mail. O que pode, sim, matar o e-mail marketing no futuro (não os spams) são os feeds RSS, esses são a melhor forma de a empresa divulgar novidades direto para aqueles clientes que realmente querem receber alguma coisa. Nos feeds não tem como a empresa empurrar mensagens para clientes que não estão interessados no que ela tem para oferecer.

Excelente exemplo a ser seguido

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mais uma vez a Tecnisa se sobressai e demonstra o quanto está à frente de todas as outras empresas - não só do seu setor de atuação.
A organização acaba de divulgar que irá aumentar em 30% seu investimento em mídia on line. No caso da empresa essa estratégia compreende o uso de canais como o Twitter, Flickr, YouTube, Wikipedia, SlideShare, podcast, atendimento 24 horas, links patrocinados no Google e, claro, um blog corporativo (para muitos o primeiro do Brasil). O volume passará dos atuais R$ 4 milhões para R$ 6 milhões. Isso corresponde a 25% da verba para comunicação e publicidade.
De acordo com seu diretor de marketing, Romeo Busarello, o investimento no segmento digital deve-se aos expressivos resultados da internet ao longo dos últimos anos, principalmente em 2008 – hoje, o meio responde por 27,5% do total de vendas da Tecnisa. “Quando a empresa precisa optar por uma mídia, a internet se sobressai por apresentar métricas boas e por ser eficiente na disseminação de conteúdo”, afirma.

Fica o exemplo para as outras organizações. Quando se investe da forma correta e com estratégia, o retorno quase sempre é certo.
Ah, o blog da Tecnisa é http://www.blogtecnisa.com.br/

Entrevista com diretora do Núcleo de Acupuntura Estética, Michelle Marques, que utiliza blog como principal ferramenta de contato com os clientes

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Entrevistei Michelle no início da semana. Ela me contou do sucesso que tem sido o uso do blog para cativar seus clientes – e principalmente conseguir novos. Mais de 80% de sua clientela veio devido ao blog da clínica.

Mais uma confirmação da eficácia desse canal de comunicação para a relação com o público-alvo da organização.

Como sempre, o blog continuará acompanhando o desenvolvimento do blog de Michelle, que pode ser acessado no endereço
http://www.michellemarques-tratamentoparaestrias.blogspot.com/.

Acompanhe abaixo a íntegra da entrevista.


Como surgiu a idéia para criação do blog?
A idéia surgiu da minha necessidade de mostrar o resultado do trabalho da clínica para um público maior. Eu ouvia de muitas pacientes críticas referente ao material de divulgação de outras clínicas e achei que o blog seria um canal mais direto e democrático de divulgar nosso trabalho, já que as pessoas podem ver as fotos, postar comentários, esclarecer dúvidas e mesmo trocar idéias entre si.
O blog transmite uma sensação maior de verdade para quem lê. Lhe dá segurança de que o que está lá corresponde efetivamente à verdade.

Quando ele foi criado?
Ele foi criado há três anos, em novembro de 2005.

Quanto gastou na criação do blog?
Na criação em si não gastei nada. O único custo que tive foi a aquisição da câmera fotográfica, item essencial para o tipo de blog que pretendia criar.

Quem o atualiza?
Eu, Michelle Marques, diretora da clínica.

Qual o número médio de postagens?
Posto em média 10 textos/fotos por semana.

E de comentários?
São em média 10 comentários por dia, além de 30 a 40 e-mails referentes ao que postei.

Qual seu principal objetivo com a criação do blog?
Queria dar credibilidade ao trabalho que desenvolvemos. Além disso, o encaro como um excelente meio de divulgação dos nossos trabalhos, produtos e serviços.

Quais as principais diferenças você percebe no blog em relação ao site institucional?
A pessoa fica à vontade no blog. Sinto que ele é mais pessoal, ao contrário do site, mais impessoal, frio. Vejo o blog como mais próximo do leitor, na medida em que ele quebra barreiras de distanciamento e hierarquia.

Como percebe o perfil de quem acessa o blog?
O público do blog é muito similar ao da clínica: 80% de mulheres, de 13 a 47 anos. A maior diferença se dá entre os comentários. Raras vezes os homens comentam as postagens, preferindo enviar e-mail. Trata-se de ponto a ser considerado.

Quanto tempo dedica à sua atualização?
Cerca de duas a três horas por semana.

Como o divulga?
Ele á auto-divulgado, já que as próprias pacientes o indicam para outras. Além disso, durante o tratamento cito tratamentos similares que já foram realizados e estão postados.

Responde aos comentários?
Sim, respondo a todos. Não no mesmo dia, pois seria inviável, mas te digo que na mesma semana.

Qual o teor dos comentários?
São dois os perfis de quem comenta. Pessoas com dúvidas sobre o tratamento e outras elogiando o resultado obtido.

Já conquistou algum cliente somente através do blog?
Sim. 80% da minha clientela é constituída de pessoas que vieram através do blog, inclusive grupos que fechei em outras cidades. (Atualmente ela atende a grupos em São Paulo e Brasília)

Você tem conhecimento de outros blogs similares ao seu?
Não na área de acupuntura estética.

Como define o que será postado?
Posto normalmente os casos mais sérios e complicados, para que as pessoas possam ver os resultados que podem ser obtidos.

Como percebe a aceitação do blog junto a seu público-alvo?
Acho que ele é muito bem aceito, principalmente pelos motivos que já relatei, de veracidade e proximidade com o púlico-alvo.

As pessoas comentam sobre o blog dentro da clínica?
Sempre. Elas perguntam sobre algum post recente e ainda comentam sobre os comentários deixados lá. Já se criou uma relação entre o público e o blog, quase que pessoal.

Tecnisa inova mais uma vez e contrata ‘jardineiro’ de web

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uma das primeiras – senão a primeira – empresa a criar um blog corporativo no Brasil, a Tecnisa, novamente demonstrar todo o seu ‘web-pioneirismo’ e anunciou na última semana que acaba de contratar um jardineiro de web, ou seja, um profissional cuja função é navegar pelo blog da empresa e ‘aparar’ problemas. A idéia da empresa é que seu jardim (Lê-se: blog) esteja sempre bonito e com flores e folhas novas (Lê-se: organizado e de fácil navegação).

Se antes a Tecnisa já era exemplo para a grande maioria das empresas brasileiras, imagine agora? Bloguem-se, organizações. Bloguem-se antes que seja tarde demais!

Mais informações sobre o web-jardineiro da Tecnisa no blog da empresa (
http://www.blogtecnisa.com.br/) e na matéria http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=57585

Entrevista com diretora do Jacques Janine BH, que acaba de criar um blog da empresa

terça-feira, 21 de outubro de 2008

No fim da semana entrevistei a Flávia Menicucci, diretora do salão de beleza de luxo Jacques Janine em BH. Ela criou a pouco mais de um mês um blog do salão, que já conta com o site institucional da empresa.
Na conversa, ela revela sua percepção das diferenças entre as ferramentas - blog e site - além da forma que encara essa nova mídia, e da aceitação do público desse canal de comunicação.
O blog irá acompanhar o desenvolvimento do blog, que pode ser acessado no endereço
http://jacquesjaninebh.blogspot.com/.
Acompanhe abaixo a íntegra da entrevista.

ESTUDO DE CASO - JACQUES JANINE
Como surgiu a idéia para criação do blog?
A idéia para a criação do blog surgiu da minha necessidade de ter um lugar onde eu pudesse colocar as coisas que acontecem aqui, no Jacques Janine BH, já que a rede JJ é muito grande. São mais de 50 unidades no Brasil e mesmo no exterior. É claro que é impossível que cada um coloque tudo que quer no site institucional. Isso inviabilizaria esse importante canal, mas que possui outros objetivos. Outras duas questões que me levaram a criar o blog: a linguagem e o visual. No site o cuidado tanto com as imagens como com o texto é extremo. No caso do blog, a linguagem é informal e as fotos são do nosso cotidiano. Claro que com qualidade, mas sem o tratamento de imagem convencional que existe num site de empresa, por exemplo.
Quando ele foi criado?
Meados de setembro de 2008.
(quando essa entrevista foi realizada, em 16 de outubro de 2008, o blog tinha cerca de um mês)
Quanto gastou na criação do blog?
Nada. O postei num site que oferece espaço para a criação de blogs gratuitos.
Quem o atualiza?
Eu, Flávia Menicucci, diretora do Jacques Janine Belo Horizonte.
Qual o número médio de postagens?
Isso depende do número de material que possuo naquele determinado período de tempo. Já aconteceu de eu postar cinco textos em um único dia. Mas posso dizer que, em média, insiro um post a cada três dias.
E de comentários?
Como o blog ainda não é conhecido, a maioria dos comentários são de pessoas que freqüentam o salão e possuem relacionamento comigo. Mas a política do blog é responder aos comentários, sem moderá-los, garantindo assim a independência e autonomia que caracterizam esse veículo de comunicação.
Qual seu principal objetivo com a criação do blog?
O principal objetivo foi dar visibilidade aos fatos e novidades dentro do JJ BH. Novos produtos, serviços diferenciados, personalidades... enfim, tudo que envolve nosso dia-a-dia. O blog é uma coisa mais direta, que facilita o contato com o público, que se sente mais próximo e atuante.
Quais as principais diferenças você percebe no blog em relação ao site institucional?
A agilidade é, a meu ver, a principal diferença entre os dois canais de comunicação. Além dela, a linguagem empregada. Eu falo na primeira pessoa e de forma descontraída. Isso faz com que a pessoa que lê o blog se sinta mais próxima do JJ do que quem acessa o site. Os objetivos são distintos.
Como percebe o perfil de quem acessa o blog?
Quando o criei, e assim o mantenho, pensei em fazê-lo para os clientes, para que eles se vejam e possam saber através da experiência de outras pessoas quais são as possibilidades e tendências da moda.
Quanto tempo dedica à sua atualização?
10 minutos por postagem. Com a média de três postagens por semana, são cerca de 30 minutos por semana.
Como o divulga?
Ainda não o divulgo. Mas pretendo disponibilizar um link dentro do site nacional do Jacques Janine. Além disso, dentro do salão, no boca-a-boca. Outra ferramenta que irei adotar para sua divulgação é a adoção de uma promoção de fim de ano no qual a pessoa tenha que se envolver com o blog.
Responde aos comentários?
Respondo. Mas normalmente quando se trata de alguém mais próximo faço isso através de e-mail ou Orkut da pessoa. Mas, caso contrário, respondo pelo próprio blog.
Já conquistou algum cliente somente através do blog?
Como o blog ainda é recente, não. Isso ocorre muito hoje em dia através do site. Mas esse é um dos objetivos com esse canal de comunicação.
Você tem conhecimento de outros blogs similares ao do Jacques Janine?
Não conheço outros blogs nesse nicho de mercado, somente sites.
Como define o que será postado?
A regra básica para definir o que será postado é a novidade ou algum fato mais interessante que ocorra no cotidiano do salão. Além disso, atendendo a uma demanda freqüente do público, sempre coloco maquiagens e editoriais de festa e de noivas.
Como percebe a aceitação do blog junto a seu público-alvo?
A maioria dos que tem acessado tem elogiado, tanto o conteúdo como a linguagem/visual utilizados. Outro ponto sempre comentado é a iniciativa de criação do blog, vista positivamente por todos.
As pessoas comentam sobre o blog dentro do salão?
Comentam. Além disso, uma coisa bem interessante é que os clientes querem aparecer no blog. Em todas as oportunidades, quando solicitei autorização para fotografar/postar, fui autorizada. E sempre gera aquele interesse em ver o resultado posterior. A prática tem sido muito bem aceita, sem exceções.

O (mal) uso do Skype e (bom) uso do seu blog

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Matéria do Plantão INFO, assinada por Felipe Zmoginski mostra que os blogs corporativos podem assumir outra importante função na blogosfera: a de relações públicas e até mesmo de fonte oficial de informações sobre a empresa.


É isso o que demonstra a matéria - que transcrevo abaixo - e depoimento Josh Silverman, CEO do Skype, disponível no blog da empresa.


A versão original da matéria pode ser lida clicando aqui.



“Nós não sabíamos de nada”, diz Skype


por Felipe Zmoginski, do Plantão INFO


SÃO PAULO – Presidente do Skype diz que parceiro chinês agiu sozinho em episódio de espionagem e volta a pedir desculpas.


O CEO do Skype, Josh Silverman, publicou longa explicação no blog corporativo da empresa defendendo sua companhia das acusações de espionagem.


Esta semana, a organização Information Warfare Monitor/ONI Asia denunciou que a China estava espionando conversas de usuários chineses em texto ou voz feitas pelo Skype.


Na China, o Skype atua em parceria com a Tom Online, uma empresa chinesa. Segundo Silverman, as denúncias da ONI Asia se referem a episódios em que os usuários acessam o Skype por meio de um outro aplicativo, desenvolvido pela Tom Online.


Silverman disse que nunca teve acesso a informações de espionagem e considera o caso muito grave. “As conversas Skype-Skype sempre foram e serão totalmente privadas”, anotou em seu blog.


O executivo conta que, logo que a Skype iniciou sua operação na China, ficou sabendo que a TOM Online usava um filtro em seus servidores para bloquear certas palavras em salas de bate-papo. Ao saber disso, a Skype teria exigido que conversas por seu programa não passassem por tal filtro.


“Agora queremos saber porque a Tom não respeitou esse acordo”, disse. Silverman, que já pediu desculpas pelo episódio, diz que a Skype não teve responsabilidade nos casos de espionagem, pois não tinha a informação de que seu parceiro chinês adotava esses métodos.

Sobre o blog da Claro

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O blog da Claro nasceu da nossa vontade de dialogar. Longe da comunicação tradicional estabelecida entre empresas e clientes, queremos aqui mostrar nossa visão sobre o mercado, disponibilizar nosso conhecimento e compartilhar experiências.

Dentre os 17 países em que a Claro atua, o Brasil é o primeiro a adotar um blog corporativo. Inclusive, essa iniciativa também é a única no setor de telefonia móvel no país.

Quem escreve os posts que você lê aqui são nossos executivos, com a coordenação da área de relacionamento Claro e de um jornalista contratado – que também insere conteúdo nas seções paralelas. Os posts estão organizados sob ordem de atualização e arquivados por categoria.

Nosso objetivo com esse blog é estabelecer um relacionamento participativo e transparente. Dar aos leitores a oportunidade de olhar por dentro da Claro e interagir conosco.

Queremos que você faça parte desse espaço comentando os posts, opinando, questionando e sugerindo temas. Sinta-se à vontade para comentar posts de outros leitores, enriquecendo a troca de idéias.

Para saber mais sobre a empresa, clique em www.claro.com.br.

http://www.claroblog.com.br/conteudo.asp?post_id=26 – acessado em 15 de setembro às 16h44